Questão #14841962007

Português — morfologia

Atenção: As questões de números 23 a 30 baseiam-se no texto apresentado abaixo. Decorar e revestir o corpo com o objetivo de criarvínculos culturais e emotivos, assim como manifestar crenças evalores da civilização, sempre foram preocupações do homemao longo de sua existência. O anseio em mostrar-se em sintoniacom as novas tendências é uma necessidade histórica. Oconceito de moda nasceu no final da Idade Média período emque a forma de vestir ganhou relevância. O declínio dofeudalismo e o desenvolvimento das cidades viram surgir umanova classe social a burguesia. Enriquecidos pelo comércio,os burgueses passaram a imitar as roupas de uso até entãoexclusivo da aristocracia. A necessidade de diferenciação fez que os aristocratasse dedicassem a criar sempre novos trajes para distinguirem-sena aparência e hierarquia,impulsionando os primeirosmovimentos da engrenagem: os nobres criavam e os burguesescopiavam. Esse sistema perdurou até o século XIX, quando amoda, pela primeira vez, enfrentou um processo dedemocratização, atingindo todas as classes sociais e ampliandoo conceito aplicado até hoje o de atender ao gosto e aosanseios de afirmação pessoal, além de expressar idéias esentimentos. O desejo de mostrar-se em sintonia com o novo aindafunciona como uma necessidade de demonstrar algum tipo depoder. Após seis séculos, a moda continua servindo de recursopara ostentar riqueza. É a maneira que o ser humano encontroude manifestar, por meio das roupas e acessórios, que pertencea uma classe social que o diferencia e individualiza, afirma ahistoriadora Kathia Castilho, professora de Moda Mas o que é moda? Um historiador britânico costumadizer quemoda significa muito mais do que a roupa em si.Funciona como o espelho das mudanças sociais e culturais dacivilização. Acompanha, simboliza e retrata as transformaçõesvividas pelo homem e pela sociedade ao longo dos séculos.Mais do que um desfile de tendências, revela uma linguagemnão-verbal. Não é assunto exclusivo das elites; ao contrário,está muito mais próxima da vida real. No dia-a-dia das ruas, aspessoas identificam-se pelas roupas. Conseguem expressaridade, sexo, personalidade, classe social, gostos e até mesmoestado de humor graças à aparência. Para o filósofo francês Gilles Lipovetsky, autor de Oimpério do efêmero uma espécie de bíblia sobre o assunto ,a roupa perderá, com o passar do tempo, a herança adquiridana Idade Média, de transmitir visualmente a posição social doindivíduo, para tornar-se algo essencialmente prático. Ele aceitaa presença de tecidos inteligentes aqueles quepermitem trocade calor, mantendo o corpo quente no frio e vice-versa, ouevitam bactérias. Mas faz algumas ressalvas. A reflexão farádiferença em um mundo onde a tecnologia imperará em todosos âmbitos da sociedade. A figura do estilista nãodesaparecerá, pelo contrário. Para Lipovetsky, a criatividade, asidéias e o saber serão artigos de luxo. Este, aliás, um dosjargões preferidos do mundo da moda.(Adaptado de Mariana Kalil. Superinteressante, setembro2003, p. 61-65)

Conseguem expressar idade, sexo, personalidade, classe social, gostos e até mesmo estado de humor graças à aparência. (4° parágrafo)O segmento grifado acima está reescrito com outras palavras, sem alterar o sentido orignal, em: