Direito Constitucional
Em um estado no qual não há tribunal de contas dos
municípios e nenhum município possuía tribunal ou conselho de
contas, em 5/10/1988, auditoria realizada pelo tribunal de contas
do referido estado, na área de licitações de uma das secretarias que
integram a estrutura do Poder Executivo de certo município,
constatou que um funcionário, ocupante de cargo efetivo há quatro
anos, na prefeitura, para o qual foi nomeado em razão de concurso
público, na condição de presidente da comissão de licitações,
fraudou um certame licitatório, a fim de celebrar um contrato, na
área de fornecimento de merenda escolar e de programa de
treinamento de trabalhadores, com valores superfaturados. Os
recursos a serem utilizados para o pagamento do contrato eram: no
que concerne à merenda escolar, recursos federais, repassados ao
município pelo Ministério da Educação, e, na área de treinamento
de trabalhadores, recursos estaduais, repassados ao município pela
Secretaria de Trabalho do estado. A equipe de auditoria apurou,
ainda, que parte dos recursos que seriam utilizados para pagamento
da empresa contratada havia sido depositada, diretamente, em uma
conta do comitê pró-reeleição do prefeito em exercício.
Com base na situação hipotética acima apresentada e nos aspectos
constitucionais, legais e doutrinários a ela pertinentes, julgue os
itens que se seguem.
O tribunal de contas do estado deverá ser o órgão auxiliar da
Câmara Municipal desse município no exercício do controle
externo, enquanto não for criado, no estado, um tribunal de
contas dos municípios, criação esta contra a qual não existe
vedação constitucional.
Uma questão respondida. E as próximas?
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