Questão #14860752007

Português

Atenção: As questões de números 1 a 10 baseiam-se no

texto apresentado abaixo.

O debate sobre a preservação do planeta e sua exploração

tem se tornado cada vez mais acirrado e confuso. Cientistas

que pregam a seriedade do aquecimento global são acusados

de alarmismo. Por outro lado, os que afirmam que não há

provas conclusivas para de fato defender a tese de que a Terra

está aquecendo devido à emissão de gases poluentes são

acusados de serem vendidos às indústrias ou ao menos

tendenciosos em suas conclusões.

Manchetes dizem que a década de 1990 foi a mais quente

do século (foi), que o ciclo do El Niño, que marca o aquecimento

das águas do Pacífico perto do Peru, está desregulado

(está), que as calotas polares estão descongelando a taxas

muito altas (estão), que os níveis de poluição em países de rápida

industrialização, como a China e a Índia, estão se tornando

intoleráveis (estão), que o desmatamento acelerado das grandes

florestas, incluindo as nossas, provocará instabilidades climáticas

por todo o planeta (provocará), enfim, notícias que causam

medo, talvez até pânico. Fica difícil saber em que acreditar,

especialmente porque construir uma nova conscientização global

de preservação do planeta pode exigir mudanças custosas

em informar e educar a população, em monitorar indústrias e

plantações, em controlar os esgotos, o lixo, as emissões dos

carros, caminhões, navios, aviões.

O que fazer? Existem três possibilidades. Uma é deixar

para lá essa história de tomar conta do planeta e nos

preocuparmos só quando o problema for realmente óbvio e

irremediável. Péssima escolha. Outra é tentar filtrar do mundo

de informações que recebemos as que de fato são confiáveis e

não tendenciosas. Essa possibilidade é meio difícil pois, a

menos que sejamos especialistas no assunto, não saberemos,

de início, em quem acreditar. A terceira, que me parece a mais

sábia, é usar o bom senso.

Talvez uma analogia entre a Terra e a nossa casa seja

útil. Começamos com a casa limpa, abastecida, e com o

número ideal de pessoas para que todos possam viver com

conforto. O número de pessoas cresce, o espaço aperta, a

demanda por água e alimentos aumenta. Um número maior de

pessoas implica aumento de consumo de energia e maior

produção de lixo. A solução é impor algumas regras, reduzir o

lixo e o consumo de energia. Caso contrário, a casa original

rapidamente não daria conta da demanda crescente dos seus

habitantes.

A Terra é bem maior do que uma casa, mas também é

finita. A atmosfera, os oceanos e o solo reciclam eficientemente

a poluição e o lixo que criamos. Mas todo sistema finito tem um

limite. Não há dúvida de que, se não mudarmos o modo como

usamos e abusamos do planeta, chegaremos a esse limite.

Infelizmente, a ciência ainda não pode prever exatamente

quando isso vai ocorrer. Mas ela, juntamente com o bom senso,

afirma que é mera questão de tempo.

(Adaptado de Marcelo Gleiser. Folha de S. Paulo, Mais!, 30 de

abril de 2006, p. 9)

... enfim, notícias que causam medo, talvez até pânico. (2ºparágrafo) O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o

do grifado acima está na frase: