Português — estruturas lógicas (tabela verdade)
As redes sociais na internet congregam 29 milhões debrasileiros por mês. Nada menos que oito em cada dez pessoasconectadas no Brasil têm o seu perfil estampado em algum sitede relacionamento. Elas usam essas redes para manter contatocom amigos e conhecer pessoas. Para quatro minutos na rede,os brasileiros dedicam um para atualizar seu perfil e bisbilhotaro de amigos; em nenhum outro país existe um entusiasmo tãogrande por amizades virtuais.Qual é o impacto desses sites na maneira como as pessoasse relacionam? Eles, de fato, diminuem a solidão? Recentementesociólogos, psicólogos e antropólogos passaram abuscar uma resposta para essas perguntas.A internet tornou-se um vasto ponto de encontro decontatos superficiais. É o oposto do que, como escreveu ofilósofo grego Aristóteles, de fato aproxima os amigos: Elesprecisam de tempo e de intimidade; como diz o ditado, não podemse conhecer sem que tenham comido juntos a quantidadenecessária desal.Por definição, uma rede social on-line é uma página emque se pode publicar um perfil de si mesmo, com fotos e dadospessoais, e montar uma lista de amigos que integram o mesmosite. Como em uma praça, um clube ou um bar, esse é o espaçoem que as pessoas trocam informações sobre as novidadescotidianas de suas vidas.Os sites de relacionamento, como qualquer tecnologia,são neutros. São bons ou maus dependendo do que se faz comeles. E nem todo mundo aprendeu a usá-los em seu própriofavor. Os sites podem ser úteis para manter amizades separadaspela distância ou pelo tempo e para unir pessoas cominteresses comuns. Há pouco tempo, por exemplo, o Twiter foiacionado pelos iranianos para denunciar, com mensagenscurtas e em tempo real, a violência contra manifestantes quereclamavam de fraude nas eleições presidenciais. Em excesso,porém, os sites podem ter efeito negativo: as pessoas se isolame se tornam dependentes de um mundo de faz-de-conta,emque só se sentem à vontade para interagir com pessoas,protegidas pelo véu da impessoalidade.(Adaptado de Diogo Schelp. Veja, 8 de julho de 2009, p. 95-96)
Segundo os pesquisadores, o relacionamento pela internet
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