Português — crase
Atenção: Para responder às questões de números 1 a 9, considere
os textos I e II.
Texto I
Tudo é grandioso na Amazônia, o maior bloco remanescente
de floresta tropical do planeta. Com pouco mais de 6,8 milhões
de quilômetros quadrados, espalha-se por nove países da
América do Sul - a maior parte está no Brasil, que detém 69%
da área coberta pela floresta. Estima-se ainda que ela abrigue
quase 25% de todas as espécies de seres vivos da Terra, além
de 35 milhões de pessoas (20 milhões somente no Brasil). A
Amazônia tem também a maior bacia fluvial do mundo, fundamental
para a drenagem de vários países e para a geração de
chuvas. É o maior reservatório de água doce do planeta, com
cerca de 20% de toda a água doce disponível. Por isso, é um
dos reguladores do clima e do equilíbrio hídrico da Terra.
Apesar de tanta grandiosidade, são as alterações em
pequena escala, como a abertura de clareiras para a extração
seletiva de madeira, que podem representar uma das principais
ameaças à conservação do ecossistema, destaca o biólogo
Helder Queiroz, diretor do Instituto de Desenvolvimento Sustentável
Mamirauá. De modo geral, explica Queiroz, as principais
ameaças à Amazônia estão hoje associadas às práticas que
levam direta ou indiretamente à perda de hábitats e à redução
de populações de plantas e de animais. Muitas árvores com
madeira de grande valor comercial são fundamentais para a
alimentação de diversos animais, diz Queiroz.
Hoje, a perda de ambientes naturais é maior numa
região conhecida como Arco do Desmatamento, que se estende
do sul ao leste da Amazônia Legal - uma área de 5 milhões de
km2 que engloba oito estados. O Arco do Desmatamento, definido
pela fronteira da expansão agropecuária - que converte
grandes extensões de floresta em pastagens -, concentra cerca
de 56% da população indígena do país.
As regiões de várzea, em terrenos mais baixos, no
interior da floresta amazônica, também têm atraído a atenção
do poder público durante a elaboração de estratégias de conservação
do ecossistema. Boa parte dessa região é inundada
pelas chamadas águas brancas, de origem andina, ricas em
sedimentos e nutrientes. Nesses trechos, a vegetação tende a
ser mais abundante. Devido a essa riqueza em recursos
naturais, as florestas de várzea sofrem mais com a constante
ocupação humana. Todas as grandes cidades amazônicas, e
boa parte das pequenas, estão localizadas nessas áreas.
(Adaptado de: ANDRADE, Rodrigo de Oliveira, Pesquisa
Fapesp, outubro de 2013. p. 58-60)
Texto II
Em 1985, depois de examinar com atenção a intensa urbanização
da Amazônia, que nas últimas décadas do século XX
acusou as maiores taxas do Brasil, a geógrafa política Bertha
Koiffmann Becker (que morreu em julho de 2013) lançou a
expressão floresta urbanizada para definir a região, valorizada
até então apenas pelas matas. Ela preferia usar a expressão
Arco do Povoamento Consolidado em vez da mais comum, Arco
do Desmatamento, para designar as áreas de ocupação humana
nas bordas da floresta, pela simples razão de que essa área
está ocupada por muitas cidades grandes, estradas e plantações
de soja, além de pecuária e mineração.
Bertha Becker argumentava que era preciso pensar o
desenvolvimento da floresta, não apenas sua preservação.
Suas conferências, os debates com colegas acadêmicos e com
homens do governo e os 19 livros que publicou ajudaram a enriquecer
a visão sobre a Amazônia, hoje vista como um espaço
complexo, resultante da interação de forças políticas e econômicas.
Seu trabalho influenciou a elaboração de novas estratégias
para a organização desse território.
(Adaptado de: Pesquisa Fapesp, agosto de 2013. p. 56)
... que podem representar uma das principais ameaças à conservação do ecossistema ... (Texto I, 2º parágrafo) O sinal indicativo de crase deverá permanecer, como no exemplo acima, caso o segmento grifado seja substituído por:
Uma questão respondida. E as próximas?
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