Português — microsoft office
Atenção: As questões de números 9 a 13 baseiam-se no
texto apresentado abaixo.
Há muito se sabe que é um equívoco creditar ao simples
aumento da fecundidade o crescimento da pobreza e da
desigualdade. Fosse assim, o contrário também deveria ser
verdadeiro : o fato de o Brasil ter atingido uma média geral de
nascimentos quase idêntica à dos Estados Unidos (2,0 filhos
por mulher) levaria por si só a que, num futuro próximo, sua
economia se tornasse tão reluzente quanto a de um país
desenvolvido.
Os números comprovam, porém, que existe um vínculo
estreito entre o crescimento populacional e o desenvolvimento
de uma economia. As mais pobres regiões brasileiras são as
que têm as mais altas taxas de fecundidade. Nas mais ricas, é o
oposto. O mesmo ocorre no âmbito das famílias: em lares onde
a renda per capita não supera um quarto do salário mínimo, há
em média cinco filhos, segundo o IBGE. Quando essa renda
ultrapassa cinco salários mínimos, predomina o filho único.
O alto número de filhos seria a razão da pobreza ou sua
conseqüência ? As duas coisas, respondem especialistas. Com
muitos filhos, uma família com renda já escassa fica com o
orçamento ainda mais espremido. As crianças são forçadas a
largar os estudos para trabalhar e, assim, diminuem suas
possibilidades de superar a condição de pobreza. Sabe-se
também que mulheres que não tiveram acesso ao estudo têm
até três vezes mais filhos do que as que cursaram a
universidade. As altas taxas de fecundidade funcionam como
uma espécie de combustível que faz girar um ciclo perverso de
miséria, observa o economista Marcelo Neri, da Fundação
Getúlio Vargas.
(Adaptado de Monica Weinberg, Veja, 9 de junho de 2004,
p. 84)
É correto inferir do texto que
Uma questão respondida. E as próximas?
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