Questão #14976452006

Português — regra de três simples e composta

TEXTO IIBahia, 22 de abril de 1500. Brasil, eu te vi nascer. De uma parte, a proa lusitana. De outra parte, a praia dos tupis. A noite estrelada passa em silêncio, mas cheia de presságios. Na manhã seguinte, a surpresa. Dois povos se medem, frente a frente. Trocam olhares, gestos, sinais. E vem a dança do encontro. A primeira manhã de um novo mundo. De um mundo chamado Brasil. Sim. O Brasil nasceu na Bahia. E logo chegaram os negros com os seus risos, ritos e ritmos. Assim o coração se completou. E é por isso mesmo que a Bahia começa, desde já, a bater os seus tambores. A celebrar os 500 anos de vida do Brasil. E a convocar os brasileiros para colocar este país no centro de todas as nossas atenções. (Texto de homenagem aos 500 anos do Brasil, veiculado pelo Governo da Bahia)TEXTO III:A carta de Pero Vaz de Caminha (Fragmento) Quando eles vieram a bordo, o Capitão estava sentado em uma cadeira, bem vestido, com um colar muito grande no pescoço, e tendo aos pés, por estrado, um tapete. Sancho de Tovar, Simão Miranda, Nicolau Coelho, Aires Correa e todos nós outros que nesta mesma nau vamos com ele, ficamos sentados no chão pelo grande tapete. Acenderam-se tochas. E eles entraram sem qualquer sinal de cortesia ou de desejo de dirigir-se ao Capitão ou a qualquer outra pessoa presente, em especial. Todavia, um deles fixou o olhar no colar do Capitão e começou a acenar para a terra e logo em seguida para o colar, como querendo dizer que ali havia ouro. Fixou igualmente um castiçal de prata e da mesma maneira acenava para a terra e logo em seguida para o colar, como querendo dizer que lá também houvesse prata. Mostraram-lhes um papagaio pardo que o Capitão traz consigo: pegaram-no logo com a mão e acenavam para a terra, como a dizer que ali os havia. Mostraram-lhes um carneiro: não fizeram caso dele; uma galinha: quase tiveram medo dela - não lhe queriam tocar, para logo depois tomá-la, com grande espanto nos olhos. Deram-lhe de comer: pão e peixe cozido, confeitos, bolos, mel e figos passados. Não quiseram comer quase nada de tudo aquilo. E se provavam alguma coisa, logo a cuspiam com nojo. Trouxeram-lhes vinho numa taça, mas apenas haviam provado o sabor, imediatamente demonstraram de não gostar e não mais quiseram. Trouxeram-lhes água num jarro. Não beberam. Apenas bochechavam, lavando as bocas, e logo lançavam fora. Um deles viu umas contas de rosário, brancas: mostrou que as queria, pegou-as, folgou muito com elas e colocou-as no pescoço. Depois tirou-as e com elas envolveu os braços e acenava para a terra e logo para as contas e para o colar do Capitão, como querendo dizer que dariam ouro por aquilo. Nós assim o traduzíamos porque esse era o nosso maior desejo... Mas se ele queria dizer que levaria as contas e mais o colar, isso nós não desejávamos compreender, porque tal coisa não aceitaríamos fazer. Mas, logo depois ele devolveu as contas a quem lhe dera. (CASTRO, Silvio. A carta de Pero Vaz de Caminha. Porto Alegre: Lamp;PM)

A segunda parte do título do texto II: Brasil, eu te vi nascer apresenta um vocativo. O emissor desse vocativo, de acordo com o contexto é: