Questão #14847222007

Concursos públicos

Atenção: Texto para a questão de no 74.

Quando da reinauguração de tradicional praça da cidade, depois de processo de revitalização, um jornal noticiou o fato ilustrando a matéria com a foto de um jovem sentado no chão, com as pernas sobre um banco de madeira, que, apresentando, de intervalo a intervalo, divisórias de ferro, impede que alguém nele se deite. Sob a foto, entre outras, as seguintes palavras: Jovem se ajeita em banco antimendigo da praça (...); os moradores de rua agora dormem no chão. No dia seguinte, em carta dirigida ao jornal, representante da municipalidade registra seu desagrado com relação ao viés adotado na reportagem (o destaque dado aos bancos colocados ali), ressalta detalhadamente o que foi feito em favor do patrimônio público e acrescenta: Pergunto-me se o jornal preferiria que a prefeitura não a tivesse reformado, tampouco colocado bancos (pela primeira vez em sua história, já que, no projeto inicial, eles não existiam) (...). Quanto aos bancos, repito o que disse à repórter: não são feitos para dormir, e sim para sentar-se. Mas, para que essa afirmação seja considerada, e não ignorada, como já aconteceu, lanço mão da definição segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa: banco s.m.- 1. assento estreito e duro (de madeira, pedra, ferro, cimento etc.), com ou sem apoio para os braços, geralmente para mais de uma pessoa, provido ou não de encosto. 2. Mob. Tamborete (assento sem encosto e braços). (...) Depois de elencar as 7 acepções dicionarizadas, conclui: A propósito, é preconceituosa a denominação antimendigo, já que os bancos foram colocados para que qualquer pessoa os utilize, seja morador de rua ou não. (Texto adaptado: Folha de S. Paulo de 23/02/07.)

Considerado o excerto da carta acima transcrito, há consistência na seguinte interpretação: