Questão #14619462008

Ética na Administração Pública — porcentagem

As questões 56-58 referem-se ao texto abaixo. Leia com atenção. Imagine que você tenha aquele anel que Platão evoca, o célebre anel de Giges, que tornaria você invisível sempre que você desejasse... É um anel mágico, que um pastor encontra por acaso. Basta virar a pedra do anel para dentro da palma para se tornar totalmente invisível, e virá-la para fora para ficar novamente visível... Giges, que antes era tido como um homem honesto, não foi capaz de resistir às tentações a que este anel o submetia: aproveitou seus poderes mágicos para entrar no palácio, seduzir a rainha, assassinar o rei, tomar o poder e exercê-lo em seu único e exclusivo benefício. Quem conta a coisa, em A República, conclui que o bom e o mau, ou os assim considerados, só se distinguem pela prudência e pela hipocrisia, em outras palavras, pela importância desigual que dão ao olhar alheio ou por sua habilidade maior ou menor para se esconder... Se ambos possuíssem o anel de Giges, nada mais os distinguiria: ambos tenderiam para o mesmo fim. Isto equivale a sugerir que a moral não passa de uma ilusão, de uma mentira, de um medo maquiado de virtude. Bastaria poder ficar invisível para que toda proibição sumisse e que, para cada um, não houvesse mais que a busca do seu prazer ou do seu interesse egoístas. André Comte-Sponville, Apresentação da Filosofia

O crente que respeitasse a moral única e exclusivamente para alcançar o Paraíso, única e exclusivamente por temer o Inferno, não seria virtuoso. André Comte-Sponville, Apresentação da Filosofia O que isto significa? I. Uma pessoa não precisa ser virtuosa, se ela crê em Deus. II. Tal crente seria apenas um egoísta. III. Esta pessoa respeitaria as regras morais apenas por prudência. IV. Tal indivíduo não agiria por dever, mas apenas por conveniência. V. Uma pessoa é virtuosa, se ela obedece as leis do seu país. Estão corretos apenas os itens