Português — interpretação de textos
Texto IQuando me perguntamQuando me perguntam por que não aderi a essa históriade estória, respondo (e não evasivamente) que é simplesmenteporque, para mim, tudo é verdade mesmo. Acredito em tudo.Acreditar no que se lê é a única justificativa do que está escrito.Ai do autor que não der essa impressão de verdade! Que é umahistória? É um fato - real ou imaginário - narrado por alguém. Ocontador de histórias não é um contador de lorotas. Ou, parabem frisar a diferença, o contador de histórias não é um contadorde estórias. E depois, por que hei de escrever estória seeu nunca pronunciei a palavra desse modo? Não sou tão analfabetoassim. Parece incrível que talvez a única sugestão infelizdo mestre João Ribeiro tenha pegado por isso mesmo ... Tambémum dia parece que Eça de Queirós se distraiu e o ConselheiroAcácio, por vingança, lhe soprou esta frase pomposa:Sobre a nudez forte da verdade, o manto diáfano dafantasia.Tanto bastou para que lhe erguessem um monumento, com acitada frase perpetuada em bronze! Pobre Eça ...O mundo é assim.(Mario Quintana. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar,2005, p. 242) Texto IIEncontra-se registrado no Dicionário Aurélio, p. 839 e 1055,respectivamente, o seguinte:estória - s.f. V. história. [Recomenda-se apenas a grafiahistória, tanto no sentido de ciência histórica, quanto no denarrativa de ficção, conto popular, e demais acepções.]história - S.f. 1. narração metódica dos fatos notáveis ocorridosna vida dos povos, em particular, e na vida da humanidade, emgeral. 2. Conjunto de conhecimentos adquiridos através da tradiçãoe/ou por meio de documentos, relativos à evolução, aopassado da humanidade. 3. Ciência e método que permitemadquirir e transmitir aqueles conhecimentos. 4. O conjunto dasobras referentes à história.5. Conjunto de conhecimentos relativosa esta ciência, ou que têm implicações com ela, ministradosnas respectivas faculdades. 6. Tratado ou compêndio de história.7. Exemplar de um desses tratados ou compêndios. 8. Estudodas origens e processos de uma arte, de uma ciência oude um ramo de conhecimento. 9. Narração de acontecimentos,de ações, em geral cronologicamente dispostos. 10. Narraçãode fatos, acontecimentos ou particularidades relativas a um determinadoassunto. 11. Conto, narração, narrativa. 12. Enredo,trama, fábula. 13. Patranha, lorota, peta, conto. 14. Complicação,amolação, chateação. 15. Luxo, melindre, dengue, complicação.16. Relação amorosa, caso, aventura. 17. Coisa, objeto,negócio, troço.Texto IIILê-se no Dicionário Houaiss, p. 1259:estória - s.f. 1. ant.m.q. HISTÓRIA. 2. (1912) narrativa decunhopopular e tradicional; história. ETIM. ingl. story (s XIIIXV)narrativa em prosa ou verso , fictícia ou não, com o objetivode divertir e/ou instruir o ouvinte ou o leitor, do anglo-francêsestorie, do fr. ant. estoire e, este, do lat. historia, ae, f. dvg. dehistória, adotada pelo conde de Sabugosa com o sentido denarrativa de ficção, segundo informa J.A.Carvalho em seu livroDiscurso amp; Narração.As questões de números 41 a 49 baseiam-se noTexto I.
Acreditar no que se lê é a única justificativa do que estáescrito. Está correta a transformação do segmento grifado acima,sem alteração do sentido original, da seguinte maneira:
Uma questão respondida. E as próximas?
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