Questão #12637752013

Concursos públicos

Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões

de números 20 a 24.

Comunicação

O público ledor (existe mesmo!) é sensorial: quer ter um

autor ao vivo, em carne e osso. Quando este morre, há uma

queda de popularidade em termos de venda. Ou, quando teatrólogo,

em termos de espetáculo. Um exemplo: G. B. Shaw. E,

entre nós, o suave fantasma de Cecília Meireles recém está se

materializando, tantos anos depois.

Isto apenas vem provar que a leitura é um remédio para

a solidão em que vive cada um de nós neste formigueiro. Claro

que não me estou referindo a essa vulgar comunicação festiva e

efervescente.

Porque o autor escreve, antes de tudo, para expressarse.

Sua comunicação com o leitor decorre unicamente daí. Por

afinidades. É como, na vida, se faz um amigo.

E o sonho do escritor, do poeta, é individualizar cada

formiga num formigueiro, cada ovelha num rebanho − para que

sejamos humanos e não uma infinidade de xerox infinitamente

reproduzidos uns dos outros.

Mas acontece que há também autores xerox, que nos

invadem com aqueles seus best-sellers...

Será tudo isto uma causa ou um efeito?

Tristes interrogações para se fazerem num mundo que já

foi civilizado.

(Mário Quintana. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova

Aguilar, 1. ed., 2005. p. 654)

Claro que não me estou referindo a essa vulgar comunicação festiva e efervescente.

O vocábulo a deverá receber o sinal indicativo de crase se o segmento grifado for substituído por: