Matemática
Retrato da violência
A entrega do Relatório Final da Comissão Parlamentar Mista
de Inquérito da Violência Contra a Mulher (CP-MIVCM) à
presidente Dilma Rousseff, em sessão solene do Congresso
Nacional, foi um marco na luta das mulheres brasileiras pela
garantia de seus direitos, principalmente, o enfrentamento à
violência de gênero.
O relatório se constitui no mais completo diagnóstico sobre a
situação das políticas públicas de enfrentamento a esse tipo de
violência no Brasil, e o ato de sua entrega representou o
compromisso dos poderes Executivo e Legislativo com a luta das
mulheres brasileiras, por igualdade nas relações de gênero em
todos os espaços da vida em sociedade.
A presidente Dilma Rousseff assumiu o compromisso de
adotar as propostas da CPMI na implementação de políticas
públicas para combater a violência doméstica e sexual no país.
No Senado, já estão em tramitação os projetos apresentados pela
CPMI.
Na semana passada, foram aprovados quatro, que seguem,
agora para a Câmara dos Deputados. São eles:
• o que classifica a violência doméstica como crime de
tortura;
• o que garante o atendimento especializado no SUS às
vítimas de violência;
• o que assegura benefício temporário da Previdência às
vítimas, e,
• o que exige rapidez na análise do pedido de prisão
preventiva para os agressores.
Outros três projetos já estão em análise na Comissão de
Constituição, Justiça e Cidadania (CCI) do Senado.
Decorrente da preocupação com o fato de o Brasil ocupar o
7º lugar entre os 84 países que mais matam mulheres em todo o
mundo, com uma taxa de homicídios de 4,6 assassinatos em cada
grupo de 100 mil mulheres, a CPMI faz 73 recomendações aos
três poderes constituídos e aos estados visitados.
Todas as recomendações se fazem procedentes. A sociedade
brasileira conhece o incômodo problema de violência contra a
mulher. Pesquisa realizada pelo Instituto Patrícia Galvão e o Data
Popular revela que 54% das pessoas entrevistadas disseram
conhecer uma mulher que já foi agredida por um parceiro,
enquanto 56% afirmaram que conhecem um homem que já
agrediu uma companheira.
Fragmentos desta realidade estão nas 1.045 páginas do
relatório final da CPMI com o panorama da violência doméstica e
sexual que é praticada contra as mulheres em todos os estados
brasileiros, por companheiros, namorados ou ex–maridos.
(Ana Rita e Ângela Portela, senadoras)
Ao dizer que o relatório entregue em sessão solene do Congresso Nacional foi um marco’ na luta das mulheres brasileiras pela garantia de seus direitos”, as autoras do texto pretendem declarar que
Uma questão respondida. E as próximas?
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