Concursos públicos
Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões
de números 20 a 24.
Comunicação
O público ledor (existe mesmo!) é sensorial: quer ter um
autor ao vivo, em carne e osso. Quando este morre, há uma
queda de popularidade em termos de venda. Ou, quando teatrólogo,
em termos de espetáculo. Um exemplo: G. B. Shaw. E,
entre nós, o suave fantasma de Cecília Meireles recém está se
materializando, tantos anos depois.
Isto apenas vem provar que a leitura é um remédio para
a solidão em que vive cada um de nós neste formigueiro. Claro
que não me estou referindo a essa vulgar comunicação festiva e
efervescente.
Porque o autor escreve, antes de tudo, para expressarse.
Sua comunicação com o leitor decorre unicamente daí. Por
afinidades. É como, na vida, se faz um amigo.
E o sonho do escritor, do poeta, é individualizar cada
formiga num formigueiro, cada ovelha num rebanho − para que
sejamos humanos e não uma infinidade de xerox infinitamente
reproduzidos uns dos outros.
Mas acontece que há também autores xerox, que nos
invadem com aqueles seus best-sellers...
Será tudo isto uma causa ou um efeito?
Tristes interrogações para se fazerem num mundo que já
foi civilizado.
(Mário Quintana. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova
Aguilar, 1. ed., 2005. p. 654)
Tristes interrogações para se fazerem num mundo que já foi civilizado.
A forma verbal grifada acima tem sentido semelhante a
Uma questão respondida. E as próximas?
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