Segurança e Saúde no Trabalho — Ergonomia
A fluoroscopia é uma técnica que permite obter imagens de raios-X em tempo real, auxiliando no posicionamento de cateteres em procedimentos angiográficos, permitindo estudos do movimento gastrointestinal ou do coração (cinecardiografia), entre outras aplicações médicas. O tubo de raios-x, os filtros e os colimadores são similares aos usados em radiografia convencional, enquanto que o intensificador de imagem é o componente principal que distingue a fluoroscopia das outras modalidades. Isso porque, em um minuto de feixe de fluoroscopia ligado são produzidas 1800 imagens, portanto, para que a dose no paciente não inviabilize a realização do exame é necessário um sistema com maior eficiência para que cada imagem (frame) seja produzida com relativamente poucos fótons de raios-X. A respeito dos componentes do intensificador de imagens usado em fluoroscopia, pode-se afirmar que: (I ) A tela de entrada consiste de uma camada de iodeto de césio (CsI ) que converte os raios-X em luz visível. Comparado aos fósforos adotados em intensificadores de radiografias convencionais, o CsI possui alta eficiência, às custas de maior sensibilidade à umidade e baixa resistência mecânica. (II ) Os fótons de luz visível produzidos pelo fósforo de entrada atingem o fotocatodo, causando a emissão de elétrons. (III ) Os elétrons emitidos pelo fotocatodo são acelerados em um tubo de vácuo, para produção de um número maior de elétrons (ganho eletrônico). (IV ) O padrão ou a forma da distribuição de elétrons que saem da tela de entrada é mantido, embora o tamanho do feixe seja aumentado através de lentes eletrônicas. (V ) O feixe de elétrons magnificado atinge o anodo e um fósforo de saída, feito de ZnCdS:Ag, cuja emissão de luz visível de cor azul casa com a sensibilidade de vários materiais usados em vídeo-câmeras.
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