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Do rumo ao dado
Ao longo daquele 11 de setembro, rumores tomariam consistência
dos fatos. Um dos aviões teria sido abatido pela
força aérea, 10 aviões suicidas teriam sobrevoado o país,
soara o alarme de outros atentados, depois desmentidos.
Reportagens pulsavam fórmulas hesitantes, como circulam
rumores e tudo indica.
(...) Para além de seus limites de fato, o 11 de setembro
assentou a insuficiência da mediação das agências e das
fontes secundárias. Acima de tudo, mostrou a falência da
fé jornalística na medida, na impessoalidade estatística,
na precisão das pesquisas, na consistência dos dados,
expediente usado para compensar a ausência da história
viva, de mergulho mais profundo nos personagens, situações
e matizes por trás da frieza quantitativa. Nem se
fossem dados consolidados e confirmados, números como
os de 11 de setembro bateriam com os reais. Porque não
eram reais. Nem falsos. Eram o disponível, a síntese
de relatos possíveis, que deram sentido aos fatos.
(Pereira Junior, Luiz Costa. A apuração da notícia -
Métodos de investigação na imprensa. Petrópolis: Vozes,
2006 p. 69-70)
O rigor na apuração das informações, ausente no exemplo
da cobertura jornalística brasileira durante os atentados de
11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, significa que
Uma questão respondida. E as próximas?
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