Questão #12188762013

Concursos públicos

Do rumo ao dado

Ao longo daquele 11 de setembro, rumores tomariam consistência

dos fatos. Um dos aviões teria sido abatido pela

força aérea, 10 aviões suicidas teriam sobrevoado o país,

soara o alarme de outros atentados, depois desmentidos.

Reportagens pulsavam fórmulas hesitantes, como circulam

rumores e tudo indica.

(...) Para além de seus limites de fato, o 11 de setembro

assentou a insuficiência da mediação das agências e das

fontes secundárias. Acima de tudo, mostrou a falência da

fé jornalística na medida, na impessoalidade estatística,

na precisão das pesquisas, na consistência dos dados,

expediente usado para compensar a ausência da história

viva, de mergulho mais profundo nos personagens, situações

e matizes por trás da frieza quantitativa. Nem se

fossem dados consolidados e confirmados, números como

os de 11 de setembro bateriam com os reais. Porque não

eram reais. Nem falsos. Eram o disponível, a síntese

de relatos possíveis, que deram sentido aos fatos.

(Pereira Junior, Luiz Costa. A apuração da notícia -

Métodos de investigação na imprensa. Petrópolis: Vozes,

2006 p. 69-70)

O rigor na apuração das informações, ausente no exemplo

da cobertura jornalística brasileira durante os atentados de

11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, significa que