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Os perigos das dietas das musas
Aquela que nunca desejou ter o corpo igual ao
de uma celebridade, que atire a primeira pedra.
Consideradas padrões de beleza, famosas em todo o
mundo passam fome e apostam em dietas – no
mínimo, excêntricas – para manter as gordurinhas
longe das câmeras.
Ela nega, mas para encarar uma nova
personagem no filme Just Go With It, em que
contracena com Adam Sandler e Nicole Kidman, a atriz
Jennifer Aniston teria passado uma semana a base de
papinhas de neném. A dieta teria sido receitada pela
personal trainer da atriz, Tracy Anderson. Em
entrevista ao jornal inglês Daily Mail, Tracy afirmou
que a atriz consumia 14 potinhos por dia e perdeu três
quilos fazendo isso.
Pode parecer prático e inofensivo, mas a
restrição de nutrientes deixa nutricionistas
preocupadas com essa prática. A papinha é para
neném, nunca vai atender as necessidades de um
adulto de lipídios, vitaminas, minerais, afirma Natália
Dourado, nutricionista da Nutricêutica, consultoria de
nutrição em São Paulo. A carência de substâncias
primordiais para o bom funcionamento do organismo
tem as mesmas consequências da desnutrição: o
corpo vai perdendo tônus muscular, a pessoa se sente
fraca, fica com a imunidade baixa e mais suscetível a
infecções. Em alguns casos pode até desenvolver
anemia.
As papinhas foram desenvolvidas como uma
forma de transição entre o aleitamento materno e os
alimentos que exigem mastigação. O adulto deve
mastigar para sentir-se saciado, alerta a nutricionista
Elaine Pádua, do Ambulatório de Saúde do
Adolescente do Hospital das Clínicas de São Paulo e
diretora da clínica DNA Nutri.
E se a alimentação de Jeniffer Aniston parece
estranha, o que dizer da dieta adotada pela top model
internacional Naomi Campbell. Em entrevista à Oprah
Winfrey, a modelo afirmou que, quando precisa perder
alguns quilinhos, passa dias tomando água, suco de
limão, uma colher de pimenta vermelha e xarope de
bordo (também conhecido como xarope de Acer). E só.
Não é preciso ser médico para perceber que
seguir um cardápio como esse pode trazer sérios
riscos à saúde. Dietas restritivas podem provocar um
grave desequilíbrio metabólico, o que pode exigir um
esforço extra do organismo para manter funcionais
órgãos vitais como coração, pulmão e o cérebro. Para
se ter uma ideia, o cérebro necessita de 130 gramas
diárias de glicose para poder sobreviver, diz Elaine.
Além disso, dietas como essa podem desencadear
transtornos alimentares como anorexia nervosa,
completa a nutricionista.
Disponível em: http://saude.ig.com.br/bemestar
Segundo o texto, Natália Dourado é:
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