Questão #11566062014

Português

Texto para responder às questões de 01 a 10.

Depois dos táxis, as 'caronas'

No princípio era o táxi. Dezenas de aplicativos de celular para chamar amarelinhos proliferaram no ano passado,

seduzindo passageiros e incomodando cooperativas. Agora, a nova onda de soluções móveis para o trânsito tenta abolir

taxistas por completo em busca de objetivo mais ambicioso: convencer motoristas a aderirem, de vez, às caronas.

Um dos modelos é inspirado em softwares que fazem sucesso – e barulho – em São Francisco e Nova York, a exemplo

de Uber e Lyft. A primeira experiência do tipo no Brasil atende pelo nome de Zaznu – gíria em hebraico equivalente ao

nosso partiu? – e começou pelo Rio, mês passado.

Por meio do app, donos de smartphones solicitam e oferecem caronas a desconhecidos. Tudo começa com o

passageiro, que aciona o programa para pedir uma carona. Com base na localização e no perfil da pessoa, motoristas

cadastrados que estiverem nas redondezas decidem se topam ou não pegá-lo. Quando a carona é aceita, os dois

conversam por telefone para combinar o ponto de encontro.

Para garantir a segurança dos passageiros, o Zaznu diz entrevistar os motoristas cadastrados, além de checar

antecedentes criminais. Já os passageiros precisam registrar um cartão de crédito para pagamentos voluntários.

É justamente por não ser gratuito que o aplicativo já faz barulho. Tão logo surgiu, taxistas abriram a página no

Facebook Zaznu, a farsa da carona solidária, que denuncia o crime que é oferecer serviço de transporte em carro

particular, como explicou o criador do grupo, Allan de Oliveira. O sindicato da categoria no Rio concorda.

– É irregular, iremos à Justiça. Mas temos certeza de que a prefeitura vai detê-lo – disse o diretor José de Castro.

Procurada por duas semanas, a Secretaria Municipal de Transportes do Rio não se manifestou.

Em sua defesa, Yuri Faber, fundador do Zaznu, alegou que o aplicativo não constitui um serviço pago de transportes

porque seus termos de uso classificam o pagamento como doação opcional. A sugestão de preço equivale a 80% do

preço que seria cobrado por um táxi no mesmo trajeto. A Zaznu fica com um quinto do valor, o resto vai para o motorista.

– O passageiro tem todo o direito de decidir se paga, e quanto paga. O app só sugere um valor – justificou.

(O Globo, 20/04/2014.)

O trecho entre vírgulas destacado em Em sua defesa, Yuri Faber, fundador do Zaznu, [...] (8º§) tem o objetivo de