Odontologia
A mucosite bucal é definida como uma inflamação e ulceração da mucosa bucal com formação de pseudomembrana e fonte potencial de infecções com risco de morte. Sobre a mucosite, é correto o que se afirma: I - A manifestação inicial é o eritema, seguido do desenvolvimento de placas brancas descamativas, que são dolorosas ao contato. Crostas epiteliais e exsudato fibrinoso levam à formação de uma pseudomembrana e ulceração, representando a forma mais pronunciada da mucosite. II - A mucosite bucal pode ser classificada em cinco graus diversos, de acordo com o sistema de graduação da Organização Mundial de Saúde: grau 0 - indica ausência de mucosite; grau I - presença de úlcera indolor, eritema ou sensibilidade leve; grau II - presença de eritema doloroso, edema, ou úlceras que não interferem na habilidade do paciente em alimentar-se; grau III - úlceras confluentes que interferem na capacidade do paciente em ingerir alimentos sólidos; e grau IV - sintomas tão severos que o paciente requer suporte enteral ou parenteral. III - Dentre as drogas comumente utilizadas na quimioterapia, os antimetabólitos, como o 5-fluorouracil, que inibe a síntese do DNA, tendem a produzir mucosite. Efeito semelhante é observado com agentes alquilantes, como o metotrexato, usado comumente no tratamento de tumores malignos do trato gastrintestinal. IV – A forma mais comum de estomatotoxicidade indireta é uma mucosita, uma condição ulcerativa difusa, geralmente da mucosa bucal não-ceratinizada, acometendo, principalmente, região de palato mole, mucosa jugal, borda lateral da língua, parede faríngea, pilares amigdalianos, lábios, ventre da língua e soalho da boca.
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