Língua Portuguesa
Fatal foi teres chegado de manhãzinha, teus olhos de sono, quando ainda a cidade se espreguiçava e teres visto o casario, as ruelas tortuosas, os homens a gritar nomes e coisas.
[...]
Ao saltares dessas águas barrentas, ao abandonares sem saudade, rápido se perdeu o teu barco entre os tantos aportados naquele cais. Fatal foi tropeçares e seguires aos solavancos pelas ruas achando que eram de boas-vindas os olhares. Ao pé do casarão mal iluminado fatal foi pensares que ofereciam vida nova, pois ouviste os sinos.
A família dormia ainda. Soubeste logo que havia menino, que havia menina, um doutor e sua mulher a quem devias servir, branca e alta mulher.
[...]
Diante da mão espalmada, retorno ao meu ofício e aceito ler teu destino mas, te adianto, não vejo mais
- pesada hora - rastro sequer de fortuna, perdeu?se a do coração.
Cheia de pejo e de dó vou te esconder, Ó senhora, que fatal foi te roubarem a linha da vida.
Sobre o trecho acima, retirado do conto Velas. Por quem?, de Maria Lúcia Medeiros (1990, p. 11-13), pode-se afirmar que
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