História do Brasil — era das revoluções ou revoluções burguesas
Com o advento da República, a política externabrasileira voltou-se para uma deliberada aproximação comos EUA, país que reconhecera, quase que de imediato, onovo regime político do Brasil. Isso não significou quehouvessem sido abandonadas as ligações com a Europa,especialmente com a Grã-Bretanha, marca registrada dasrelações exteriores durante o Império. Mas articulavam-se,com o barão do Rio Branco à frente do ministério, as novasbases de uma identidade continental, que garantiria umalinhamento do Brasil com os EUA, mantido, apenas compequenas alterações, até o presente.Maria Lígia Prado. Davi e Golias: as relações entre Brasil e Estados Unidos no século XX.In: Carlos Guilherme Mota (org.). Viagem incompleta: a experiência brasileira (1500-2000)- a grande transação. São Paulo: SENAC, 2000, p. 326 (com adaptações).Tendo o texto acima como referência inicial e considerandoa inserção internacional do Brasil ao longo do períodorepublicano,julgue os itens subseqüentes.
Malgrado suas indisfarçáveis similitudes e de terem convivido no mesmo contexto histórico, o justicialismo peronista e o trabalhismo getulista não conseguiram se aproximar, quer em termos de propostas de ação, quer pela atuação conjunta propriamente dita. Mais que mera possibilidade, é provável que esse desencontro tenha sido motivado pelo histórico contencioso entre Argentina e Brasil, que tiveram nas disputas pela hegemonia na região platina, no século XIX, seu elemento definidor.
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