Questão #15248442003

História do Brasil — A organização das nações unidas

Nossa aventura histórica é singular. Por isso e por realizar-senos trópicos, ela é inteiramente nova. Se nossas classes dominantes serevelam infecundas, o mesmo não se passa com o povo, no seuprocesso de autocriação. E é com essa vantagem de sermos mestiços,que vamos chegar ao futuro.Foi, aliás, em busca do futuro que passamos todo um século aindagar quem somos, e o que queremos ser, e a projetar imagens denós mesmos, espelho contra espelho. A cada sístole e a cada diástoledesses cem anos corresponderam visões otimistas e pessimistas,barrocas e contidas, esperançosas e desalentadas. Pois cada momento- o da Belle Époque, o da Revolução de 30, o do Estado Novo, o daredemocratização, o do dia seguinte ao suicídio de Getúlio Vargas, odo desenvolvimentismo dos anos 50, o do regime militar e o dasegunda redemocratização - refez o retrato do Brasil. Mudou, aolongo do tempo, a linguagem com que nos descrevemos. E mudoutambém o país acerca do qual sedissertava. Lidos um após outro, osnossos evangelistas soam dissonantes, mas, juntos, se corrigem oupolifonicamente se completam.Alberto da Costa e Silva. Quem fomos nós no século XX: as grandes interpretações doBrasil. In: Carlos Guilherme Mota (org.). Viagem incompleta: a experiência brasileira(1500-2000) - a grande transação. São Paulo: SENAC, 2000, p. 38, (com adaptações).A partir da análise contida no texto apresentado e considerandoaspectos significativos da trajetória republicana brasileira, julgue ositens que se seguem.

A Revolução de 30 constituiu-se na maior inflexão da história republicana brasileira, quer pela radical ruptura que promove em relação aos métodos e às práticas políticas da República Velha, quer pelo modelo inovador - para muitos, verdadeiramente revolucionário - de Estado que implantou. Seu maior legado foi a modernização econômica e política do país, além de ter inaugurado uma política externa de elevado grau de autonomia, que colocou o país fora da rota de polarização ideológica que caracterizava a política internacional às vésperas da Segunda Guerra.