Atuarial
Depois de quase três horas de avião, partindo de onde o
Solimões e o Negro se encontram para formar o Amazonas, o
maior rio do planeta, viajando sobre um mundo verde e de
esperança quase intocável lá embaixo, a aventura moderna de
Urucu se descortina. A maior reserva de petróleo explorada em
terra no Brasil (60 mil barris/dia), onde também se encontra um
quarto de toda a reserva de gás natural já prospectado pela
PETROBRAS — 6 milhões de metros cúbicos/dia e mil toneladas
de gás de cozinha —, aparece circunscrita a 60 poços perfurados
em plena selva. Emoldurada em verde intenso, a paisagem é
industrial. Nenhum de seus 1.368 trabalhadores pode levar
família para a reserva. Construir casas, trazer parentes e avançar
além, sobre a selva, nem pensar. Muito menos abrir um comércio,
uma venda, depois uma primeira estrada, o que provocaria,
inevitavelmente, o primeiro desmate. Não é permitido, enfim,
realizar nenhuma atividade que induza a miséria social ou
qualquer tipo de poluição fora da planta industrial de Urucu.
Hiram Firmino. Urucu: o ouro negro e verde da
Amazônia. In: JB Ecológico, Jornal do Brasil,
ano 3, n.º 31, ago./2004, p. 42 (com adaptações).
A partir do texto acima e considerando os elementos constituintes
do conceito e das práticas de desenvolvimento sustentável, julgue
os itens subseqüentes.
As precauções existentes em Urucu, algumas das quais mencionadas no texto, apontam para a decisão de se afastar do modelo antigo de ocupação humana, assentado na crença — hoje bastante criticada — de progresso a qualquer custo.
Uma questão respondida. E as próximas?
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