Questão #15035012006

Português

Atenção: As questões de números 1 a 15 referem-se ao texto

seguinte.

A agressividade de todos nós

Todos temos, em algum grau, tendência para comportamentos

agressivos. Se os números mostram o quanto são raras

as doenças que levam à agressividade extrema, os neurocientistas

apresentam uma teoria estatisticamente muito mais prová-

vel para o desencadeamento da violência em pessoas aparentemente

normais. Segundo o neurologista Renato Sabbatini, da

Universidade Estadual de Campinas, cerca de dois terços do

aprendizado humano derivam da interação social. O cérebro

nada mais é que um processador de dados que, por meio de

comparações e identificações, assimila e adapta as atitudes

repetidas no meio em que vivemos, afirma. Ou seja: uma cena

vista com muita freqüência, desde pequeno, leva a concluir que

isso é certo, independentemente de a cena ser seu pai cometendo

um delito ou sua mãe cuidando de crianças carentes.

Renato explica, no entanto, que esse arcabouço de

memória é colocado em xeque cada vez que somos confrontados

com uma situação nova, desconfortável ou potencialmente

perigosa. Todos nós temos a violência entre o rol de

respostas disponíveis em nosso banco de dados. Faz parte do

nosso instinto de autopreservação. Diante de uma ofensa

acionamos uma luta entre os estímulos que nos levam à

agressão e as travas que detêm esses impulsos. São travas

morais, éticas, afetivas e racionais. O importante é saber qual

estímulo é capaz de ativar esse comportamento, diz. A

educação moral e os valores em que acreditamos podem conter

esses rompantes. A afetividade também.

A pressão do grupo social em que o indivíduo vive é outro

fator importante para desempatar essa guerra interna de nervos.

A necessidade de aceitação coletiva é muito mais efetiva

nas decisões individuais do que imaginamos e pode, em situa-

ções-limite, predominar sobre qualquer mecanismo cerebral. Há

essa necessidade primitiva, nos seres humanos, de serem aceitos

pelos outros e se sentirem pertencentes a um grupo. Isso é

tão essencial quanto alimentar-se, matar a sede ou dormir.

(Adaptado de Tatiana Bonumá. Revista Super Interessante,

edição 184 , pp. 589. São Paulo: Abril, janeiro de 2003)

A agressividade está em todos nós, ninguém está imune à agressividade, ninguém controla inteiramente a força da agressividade; por vezes, conseguimos deter a agressividade por meio de travas éticas e sociais. Evitam-se as viciosas repetições do trecho acima substituindo-se os segmentos sublinhados, respectivamente, por