Questão #14015042010

Português — psicotécnico

A hora do encontro

Astrônomos acham que a grande descoberta dos

próximos 100 anos será a da vida fora da Terra. O Universo

está cheio de ETs, avaliam, e já não parece tão difícil

encontrar um deles por aí.

O cerco para captar sinais enviados do espaço por

possíveis ETs inteligentes aumentou. Durante muito tempo

essa missão foi encarada apenas pela Sociedade

Planetária, na Califórnia, Estados Unidos, com o seu

Programa de Busca de Inteligência Extraterrestre,

conhecido pela sigla em inglês, Seti. Este ano, várias

outras instituições se integraram à tarefa. Entre elas estão

a Universidade Harvard e da Califórnia, nos Estados

Unidos, o Observatório Medicina, na Itália, e a Universidade

de Nova Gales do Sul, na Austrália. Com o reforço, será

possível investigar, nos próximos vinte anos, cerca de 5

000 estrelas. É dez vezes mais do que o Seti pôde fazer,

sozinho, em uma década e meia de existência. [...]

Alta, cabelos claros, bonita, 55 anos, a astrônoma

Jill Tarter dedicou sua carreira ao trabalho de procurar

criaturas desenvolvidas em outros mundos. [...]

Mas, se existe alguém capaz disso, esse alguém é ela. A

astrônoma dirige o principal projeto do Seti, batizado de

Fênix, instalado no Observatório de Arecibo, em Porto Rico

(mas, de fato, operado pela Universidade Cornell,

americana). O objetivo do Fênix é usar a grande antena

de Arecibo para captar emissões de rádio vindas de 1 000

estrelas e em seguida analisá–las para achar algum traço

incomum. [...]

Mil cópias da Terra girando pela Galáxia

Os avanços tecnológicos que impulsionam a

pesquisa de sinais de ETs no Cosmo prometem transformar

2012 num ano de grandes emoções. Nessa data, a Nasa

planeja lançar ao espaço o Terrestrial Planet Finder,

conhecido pela sigla em inglês TPF, que quer dizer

descobridor de planetas terrestres. Mais ou menos na

mesma época, a Agência Espacial Européia pretende

decolar um irmão do TPF, chamado Darwin.

Esses serão os primeiros telescópios em condições

de observar planetas do tamanho da Terra que giram em

volta de estrelas a mais de 500 trilhões de quilômetros

daqui. Atualmente, a essa distância, só é possível detectar

mundos gigantes como Júpiter, dentro do qual caberiam 1

300 planetinhas como o nosso.

Satélite–monstro de 100 metros de comprimento, o

TPF ficará estacionado a mais de 1 bilhão de quilômetros

do Sol para evitar que a luz da estrela ofusque as lentes

do aparelho. Daí, ele deverá encontrar mais de 1 000

planetas parecidos com a Terra — acredita–se que a

semelhança aumente a chance de eles serem habitados.

A meta é examinar a atmosfera das centenas de cópias

da Terra que deverão ser captadas. O ar pode revelar sinais

de que na superfície dos planetas existam criaturas. O

indício mais esperado é o oxigênio. Como esse elemento

é naturalmente raro nos corpos celestes, se ele estiver

presente é porque foi produzido por organismos.

Disponível em http://super.abril.com.br/tecnologia/horaencontro–

438346.shtml. Acesso em 30 abr. 2010.

Assinale a alternativa em que o termo destacado

exerce a função de objeto indireto.