Psicologia — Psicologia do desenvolvimento
A ruptura conjugal cria a família monoparental, e aautoridade parental, até então exercida pelo pai e pela mãe,acompanha a crise e concentra-se em um só dos genitores,ficando o outro reduzido a um papel verdadeiramentesecundário (visita, alimentos, fiscalização). Quer isso dizerque um dos genitores exerce a guarda no âmbito da atuaçãoprática, no cuidado diário, e o outro conserva as faculdadespotenciais de atuação.Assim, com o crescente número de rupturas,surgem, também, os conflitos em relação à guarda de filhosde pais que não mais convivem, fossem casados ou não.Cumpre à doutrina e à jurisprudência estabelecer assoluções que privilegiem a manutenção dos laços quevinculam os pais a seus filhos, eliminando a dissimetria dospapéis parentais que o texto constitucional definitivamenteexpurgou, como se vê pelo artigo 226, § 5.º.A ruptura afeta diretamente a vida dos menores,porque modifica a estrutura da família e atinge a organizaçãode umde seus subsistemas, o parental. Diante de talsituação, aparece uma corrente que questiona a necessidadede se manterem todos os personagens da família envolvidos,mesmo após a ruptura da vida em comum, a partir de noçõesde outras disciplinas, como a psicologia, a sociologia, apsiquiatria, a pediatria e a assistência social, tentando, assim,atenuar as consequências injustas que essa ruptura provoca.
Como destaca o texto III, correntes teóricas questionam a necessidade da manutenção da presença de todos os personagens da família, mesmo depois da ruptura da vida em comum. Tal questionamento fez surgir um novo tipo de guarda de filhos, visando manter uma adequada comunicação entre os pais. Esse tipo de guarda é denominada
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