Questão #13642862011

Medicina

O Dr. João, médico contratado por uma empresaadministradora de um plano de saúde privado, realizou umaauditoria sobre as circunstâncias que levaram o Sr. Armando apermanecer por mais de dez dias em uma enfermaria de clínicamédica. Tratava-se de internação hospitalar motivada por quadroclínico constituído por pneumonia associada a derrame pleural.Durante a entrevista com o paciente e seus familiares, o Dr. Joãomanifestou claramente sua discordância acerca do emprego dosantimicrobianos prescritos, disse-se contrário à realização de umatoracocentese indicada pela equipe assistente e, por considerar queo paciente corria risco de morte, solicitou a imediata remoção destepara uma rede hospitalar pertencente ao plano de saúde para o qualpresta serviço, fornecendo laudo médico circunstanciado sobredados clínicos para possibilitar a continuidade do tratamento. Naoportunidade, ele disse não ser necessário contato com a equipe demédicos que assistiam ao Sr.Armando, uma vez que, na condiçãode contratado pelo plano de saúde, tinha plena autoridade para fazero que julgasse ser melhor para o paciente. Para provar o acerto desua decisão, permitiu aos familiares o manuseio e a obtenção decópia do prontuário do Sr. Armando. Por fim, informou que atransferência deveria ser feita com o prontuário, pois essedocumento pertencia ao paciente.Considerando a situação hipotética apresentada acima, julgue ositens a seguir com base no Código de Ética Médica de 2009.

Na situação considerada, o auditor estava imbuído na função de médico, e, como tal, tinha todo o direito de externar suas opiniões ao paciente e a seus familiares.