Medicina
O Dr. João, médico contratado por uma empresaadministradora de um plano de saúde privado, realizou umaauditoria sobre as circunstâncias que levaram o Sr. Armando apermanecer por mais de dez dias em uma enfermaria de clínicamédica. Tratava-se de internação hospitalar motivada por quadroclínico constituído por pneumonia associada a derrame pleural.Durante a entrevista com o paciente e seus familiares, o Dr. Joãomanifestou claramente sua discordância acerca do emprego dosantimicrobianos prescritos, disse-se contrário à realização de umatoracocentese indicada pela equipe assistente e, por considerar queo paciente corria risco de morte, solicitou a imediata remoção destepara uma rede hospitalar pertencente ao plano de saúde para o qualpresta serviço, fornecendo laudo médico circunstanciado sobredados clínicos para possibilitar a continuidade do tratamento. Naoportunidade, ele disse não ser necessário contato com a equipe demédicos que assistiam ao Sr.Armando, uma vez que, na condiçãode contratado pelo plano de saúde, tinha plena autoridade para fazero que julgasse ser melhor para o paciente. Para provar o acerto desua decisão, permitiu aos familiares o manuseio e a obtenção decópia do prontuário do Sr. Armando. Por fim, informou que atransferência deveria ser feita com o prontuário, pois essedocumento pertencia ao paciente.Considerando a situação hipotética apresentada acima, julgue ositens a seguir com base no Código de Ética Médica de 2009.
Na situação descrita, o Dr. João agiu de modo acertado ao decidir-se pela remoção do Sr. Armando acompanhado de seu prontuário, pois é direito do paciente solicitar a guarda de seu prontuário, uma vez que se trata de documento que versa sobre sua vida e, portanto, lhe pertence.
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