Questão #12043182014

Concursos públicos

Leia o texto, para responder às questões de números 01 a 03.

As tecnologias de Big Data chegaram silenciosamente,

mudando a estratégia de muitos negócios. Fatos dignos de ficção

científica, como lojas de departamentos capazes de identificar se

suas consumidoras estão grávidas a partir do padrão de consumo

e serviços de busca mapeando em tempo real o progresso de pandemias,

já são notícia velha.

Empresas e instituições de vários tipos e tamanhos hoje são

capazes de coletar dados a partir de várias fontes, combinando-os

em sistemas de armazenamento da ordem de petabytes (mil terabytes),

e analisá-los em busca de padrões. O resultado são previsões

melhores, serviços mais personalizados e mensagens mais bem dirigidas,

estimulando decisões mais bem informadas e mais seguras.

Da mesma forma que os grandes volumes de dados mudam a

gestão de corporações, uma nuvem de pequenas informações pessoais,

conectadas, começa a provocar uma mudança de costumes.

São dados que registram o que uma pessoa sabe a respeito de si

própria: o que fez, quem conhece, aonde foi, como dormiu, quanto

pesa, como passa o tempo.

Mensuração e análise são ótimas. Sem elas é quase impossí­

vel progredir. Mas é preciso cautela em seu uso. A obsessão por

elas, da mesma forma que a procura desesperada por seguidores

nas mídias sociais, pode piorar uma situação, deixando seu usuá­

rio viciado nas estatísticas que deveriam libertá-lo.

QI, placares e centímetros de bíceps são métricas observáveis e

fáceis de comparar. Mas isso não quer dizer que sejam as melhores

ou mesmo as certas. Um funcionário pontual nem sempre é o melhor

funcionário, mais conexões não significam mais conhecimento.

Além do mais, o que é o certo? A preocupação excessiva com

as métricas pessoais pode levar à padronização e à robotização

de seus usuários, um efeito colateral bastante desagradável. Em

situações extremas pode até criar autômatos ou estimular comportamentos

doentios, como anorexia ou bulimia.

De qualquer forma, a ignorância nunca é uma bênção. Os

benefícios do autoconhecimento são incomparáveis. Mas para

isso é preciso um pouco de trabalho. Não basta apenas coletar os

dados, deve-se também refletir sobre eles e planejar novas metas

periodicamente, aprendendo a identificar padrões de comportamento

nocivos e recorrentes. Nesses termos, a quantificação

pessoal só deve fazer bem.

(Luli Radfaher, Little data. Disponível em:. Acesso em: 20 mar 2014. Adaptado)

Assinale a alternativa que dá sequência à frase a seguir, de

acordo com a norma-padrão:

Registram o que as pessoas sabem…