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Frio congelante e calor fatal: quando temperaturas
extremas podem matar?
A costa leste dos Estados Unidos enfrentou
ontem seu dia mais gelado em quatro décadas, com
uma queda histórica das temperaturas que, aliada ao
intenso vento, provocou sensação térmica de até -50ºC
em alguns pontos. A intensa onda de frio foi
provocada por um vórtice polar – uma massa de ar
densa e fria que gira no sentido anti-horário –, e
Estados como Minnesota viram descer seus
termômetros até -48ºC, batendo recordes de duas
décadas, acompanhada de neve e chuvas de granizo.
Tais temperaturas são difíceis de imaginar no Brasil,
onde no mesmo período foi registrado calor de quase
40ºC no sul do Brasil, onde o clima costuma ser mais
ameno.
O vórtice polar que atingiu os Estados
Unidos esta semana é um ciclone de ar extremamente
frio situado normalmente no norte do Canadá, mas que
se deslocou para o sul acompanhado de fortes rajadas
de vento. O fenômeno ligou o alarme no nordeste e
meio-oeste do país, onde escolas foram fechadas,
milhares de voos cancelados e recomendado que os
cidadãos, na medida do possível, não saiam de suas
casas. O frio é tanto que inclusive os ursos polares e
os pinguins dos zoológicos de algumas cidades como
Chicago foram cobertos.
O frio registrado em boa parte dos EUA foi tão
intenso que a água quente, em ponto de fervura, de um
copo lançado ao ar congela quase instantaneamente,
passando a se transformar automaticamente em neve.
A severa frente fria afeta 140 milhões de pessoas de 26
Estados e provocou milhares de atrasos e
cancelamentos de voos, além de cortes de luz em
diversas regiões. Existe risco de hipotermia, e não é
recomendado permanecer parado à intempérie durante
muito tempo. Combinadas com rajadas de vento,
temperaturas tão baixas são potencialmente fatais.
Mais de uma dezena de mortes foram registradas, de
maneira direta ou indireta, devido ao mau tempo e
baixas temperaturas nos Estados Unidos.
Quando a temperatura fica abaixo dos -25ºC, a
pele exposta fica congelada em questão de minutos e
a hipotermia não demora a surgir. O frio intenso pode
provocar graves lesões na pele em poucos minutos de
exposição ao ar livre. As autoridades recomendam
usar manoplas ao invés de luvas, não permanecer na
rua molhados e, se as circunstâncias permitirem, não
ir para as ruas de modo algum. Os habitantes são
convocados a permanecer em suas casas e a fazer
estoques de alimentos.
Os sintomas do congelamento são a perda da
sensibilidade e a palidez nos dedos, orelhas e nariz. A
hipotermia se manifesta com perda de memória,
desorientação, fadiga e calafrios. Neste caso, deve-se
levar a vítima a um lugar coberto, fornecer bebidas
quentes e depois ir ao médico. Autoridades pediram
aos americanos que fiquem dentro de casa e estoquem
alimentos e remédios. Especialistas alertam à
população que a pele exposta a tais condições pode
sofrer queimaduras em menos de cinco minutos.
Se o frio intenso pode causar queimaduras,
imagine se expor a temperaturas muito quentes. Na
segunda-feira, enquanto os Estados Unidos
registravam temperaturas entre 11 e 22 graus abaixo
da média, a temperatura chegava aos 41,1°C em Santa
Rosa, cidade argentina na província de La Pampa. O
país registrou a pior onda de calor em seu território no
último século. A umidade relativa do ar era de apenas
9%, uma situação de emergência pelos padrões da
Organização Mundial de Saúde (OMS). Ficar em um
ambiente muito quente (com temperaturas acima de
40ºC) por períodos prolongados dificulta o controle
térmico do corpo e pode causar a condição conhecida
como hipertermia.
Se houver exposição prolongada ao calor em
excesso, é possível aparecerem sintomas como
aumento da irritabilidade, fraqueza, depressão,
ansiedade e dificuldade de concentração. Sintomas
mais graves, como desidratação, insolação e cãibras,
estão entre os principais indícios do calor extremo no
organismo, que também costuma causar náuseas,
vômito e suor intenso. Aumenta ainda o risco de
câncer de pele – o mais frequente na população – e há
a possibilidade de ocorrer queimaduras solares que,
se não tratadas, podem evoluir para um câncer de
pele.
Disponível em: http://noticias.terra.com.br/educacao
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