Questão #11567152014

Português

Leia o texto, para responder às questões de números 01 a 06.

As tecnologias de Big Data chegaram silenciosamente,

mudando a estratégia de muitos negócios. Fatos dignos de ficção

científica, como lojas de departamentos capazes de identificar se

suas consumidoras estão grávidas a partir do padrão de consumo

e serviços de busca mapeando em tempo real o progresso de pandemias,

já são notícia velha.

Empresas e instituições de vários tipos e tamanhos hoje

são capazes de coletar dados a partir de várias fontes, combinando-os

em sistemas de armazenamento da ordem de

petabytes (mil terabytes), e analisá-los em busca de padrões.

O resultado são previsões melhores, serviços mais personalizados

e mensagens mais bem dirigidas, estimulando decisões

mais bem informadas e mais seguras.

Da mesma forma que os grandes volumes de dados mudam

a gestão de corporações, uma nuvem de pequenas informações

pessoais, conectadas, começa a provocar uma mudança de costumes.

São dados que registram o que uma pessoa sabe a respeito

de si própria: o que fez, quem conhece, aonde foi, como dormiu,

quanto pesa, como passa o tempo.

Mensuração e análise são ótimas. Sem elas é quase impossí-

vel progredir. Mas é preciso cautela em seu uso. A obsessão por

elas, da mesma forma que a procura desesperada por seguidores

nas mídias sociais, pode piorar uma situação, deixando seu usuá-

rio viciado nas estatísticas que deveriam libertá-lo.

QI, placares e centímetros de bíceps são métricas observá-

veis e fáceis de comparar. Mas isso não quer dizer que sejam

as melhores ou mesmo as certas. Um funcionário pontual nem

sempre é o melhor funcionário, mais conexões não significam

mais conhecimento.

Além do mais, o que é o certo? A preocupação excessiva

com as métricas pessoais pode levar à padronização e à robotiza-

ção de seus usuários, um efeito colateral bastante desagradável.

Em situações extremas pode até criar autômatos ou estimular

comportamentos doentios, como anorexia ou bulimia.

De qualquer forma, a ignorância nunca é uma bênção. Os

benefícios do autoconhecimento são incomparáveis. Mas para

isso é preciso um pouco de trabalho. Não basta apenas coletar os

dados, deve-se também refletir sobre eles e planejar novas metas

periodicamente, aprendendo a identificar padrões de comportamento

nocivos e recorrentes. Nesses termos, a quantificação

pessoal só deve fazer bem.

(Luli Radfaher, Little data. Disponível em: . Acesso em: 20 mar 2014. Adaptado)

As palavras destacadas na frase – A preocupação excessiva

com as métricas pessoais pode levar à padronização

e à robotização de seus usuários. – têm como sinônimos,

respectivamente,