Questão #11503482015

Português

Leia o texto para responder às questões de números 04 a 07.

Competição a toda prova

Interessado em saber como a seleção dos melhores agiria

na natureza, o pesquisador William Muir, da Universidade

de Purdue, nos Estados Unidos, fez uma experiência com

galinhas. Selecionou dois grupos: um natural, em que as

aves conviviam normalmente, e outro formado só pelas que

mais produziam ovos. Ele queria testar se o isolamento das

superprodutivas aumentaria a quantidade de ovos gerada.

Após seis gerações, as galinhas do bando natural estavam

saudáveis. Mas as do grupo das superaves estavam depenadas,

estressadas e sem botar nenhum ovo – com apenas

três sobreviventes. As outras seis tinham sido assassinadas.

A história é usada pela americana Margaret Heffernan,

em seu livro A Bigger Prize: Why Competition Isn't Everything

and How We Do Better (Um prêmio maior: por que a competição

não é tudo e como podemos fazer melhor, numa tradução

livre), para demonstrar que a competitividade não é

tão boa quanto o mundo dos negócios faz parecer. Segundo

a autora, que foi CEO de renomadas empresas de tecnologia,

ambientes de trabalho competitivos causam estresse e

problemas de relacionamento que não compensam os resultados.

Ela cita o caso de Bill Gore que fundou sua indústria

química com um modelo hierárquico mais amigável e bateu

recordes de patentes. Pessoas colaborativas tornam as

empresas mais inteligentes, diz Margaret.

Para alguns, a competitividade serve para criar uma

atmosfera mais produtiva. Jack Welch, ex-presidente da GE,

deu fama a seus rankings que dividiam os funcionários entre

os 20% potenciais, os 70% medianos e os 10% incompetentes.

Para Margaret, essa prática, embora dê lucro, cria cená-

rios que geram ansiedade e estresse. Qualquer tarefa complexa

requer muito de seu cérebro. Mas o estresse prejudica

especificamente o funcionamento do córtex pré-frontal, onde

os pensamentos ocorrem, e o hipocampo, responsável por

coordenar as atividades mentais necessárias para resolver

problemas. Quando nos sentimos ameaçados, podemos ter

toda a capacidade mental de que precisamos, mas simplesmente

não conseguimos articular as ideias, comenta a

autora em seu livro.

(Bárbara Nór. VocêS/A, janeiro de 2015. Adaptado)

Sobre o conteúdo do texto, é correto afirmar que