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Leia o texto para responder às questões de números 04 a 07.
Competição a toda prova
Interessado em saber como a seleção dos melhores agiria
na natureza, o pesquisador William Muir, da Universidade
de Purdue, nos Estados Unidos, fez uma experiência com
galinhas. Selecionou dois grupos: um natural, em que as
aves conviviam normalmente, e outro formado só pelas que
mais produziam ovos. Ele queria testar se o isolamento das
superprodutivas aumentaria a quantidade de ovos gerada.
Após seis gerações, as galinhas do bando natural estavam
saudáveis. Mas as do grupo das superaves estavam depenadas,
estressadas e sem botar nenhum ovo – com apenas
três sobreviventes. As outras seis tinham sido assassinadas.
A história é usada pela americana Margaret Heffernan,
em seu livro A Bigger Prize: Why Competition Isn't Everything
and How We Do Better (Um prêmio maior: por que a competição
não é tudo e como podemos fazer melhor, numa tradução
livre), para demonstrar que a competitividade não é
tão boa quanto o mundo dos negócios faz parecer. Segundo
a autora, que foi CEO de renomadas empresas de tecnologia,
ambientes de trabalho competitivos causam estresse e
problemas de relacionamento que não compensam os resultados.
Ela cita o caso de Bill Gore que fundou sua indústria
química com um modelo hierárquico mais amigável e bateu
recordes de patentes. Pessoas colaborativas tornam as
empresas mais inteligentes, diz Margaret.
Para alguns, a competitividade serve para criar uma
atmosfera mais produtiva. Jack Welch, ex-presidente da GE,
deu fama a seus rankings que dividiam os funcionários entre
os 20% potenciais, os 70% medianos e os 10% incompetentes.
Para Margaret, essa prática, embora dê lucro, cria cená-
rios que geram ansiedade e estresse. Qualquer tarefa complexa
requer muito de seu cérebro. Mas o estresse prejudica
especificamente o funcionamento do córtex pré-frontal, onde
os pensamentos ocorrem, e o hipocampo, responsável por
coordenar as atividades mentais necessárias para resolver
problemas. Quando nos sentimos ameaçados, podemos ter
toda a capacidade mental de que precisamos, mas simplesmente
não conseguimos articular as ideias, comenta a
autora em seu livro.
(Bárbara Nór. VocêS/A, janeiro de 2015. Adaptado)
Considerando as opiniões de Margaret Heffernan reproduzidas no texto, assinale a alternativa em que o elemento de coesão em destaque evidencia uma concessão feita por Margaret que, no entanto, não invalida seu ponto de vista sobre competição.
Uma questão respondida. E as próximas?
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