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O texto a seguir é referência para as questões 12 a 14.
Comentários na Internet são descarrego de ódio, dizem psicólogos
Se você busca debates sadios, opiniões ponderadas e críticas construtivas, não entre nos comentários de notícias e posts
na Internet. Os itens acima são coisa rara no meio do mais puro ódio.com.
É um canal de escape emocional 24 horas no ar. Se a emoção é forte, eu descarrego um caminhão de sentimentos nos
comentários, afirma Andréa Jotta, pesquisadora do Núcleo de Pesquisa em Psicologia em Informática da PUC-SP. O problema é
que a Internet deixa aquilo eterno. Você pode mudar de opinião, mas aquilo fica registrado e pode te prejudicar no futuro, completa.
Dez anos atrás se popularizou o conceito de Web 2.0, e os sites noticiosos abriram espaço para os internautas opinarem
sobre as reportagens. A ideia original era tornar os portais de notícia uma rua de mão dupla. Na prática, o espaço virou um
congestionamento de palavrões, ameaças e preconceitos.
A tecnologia da internet fez explodir a demanda social da catarse. As opiniões são sempre radicais, explosivas, opina o
psicólogo Jacob Pinheiro Goldberg. A lógica binária da internet estimula a visão maniqueísta do mundo: ou você é contra ou a favor.
A sutileza não é o traço essencial da internet, argumenta.
A interatividade acabou gerando duas crias indesejadas: os trolls e os haters. O primeiro é um polemista que se diverte
com a repercussão de suas troladas, gíria para opiniões descabidas e zombeteiras só publicadas para gerar revolta nos outros
internautas.
Já os haters são acusadores que distribuem sua fúria contra times, partidos, religiões, raças, gêneros, opções sexuais,
gostos musicais e o que tiver em pauta.
(Rodrigo Bertolotto, disponível em ,
13/08/2015)
Assinale a alternativa correta quanto ao gênero do texto em questão.
Uma questão respondida. E as próximas?
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