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A reserva técnica (RT) é o valor pago por fabricantes e fornecedores ao profissional (nesse caso, o designer de interiores) pela indicação de seus produtos ou serviços. Corresponde a uma porcentagem sobre o valor da compra, ou seja, é um eufemismo para a velha comissão.
O pagamento da RT foi uma solução simples e efetiva- uma estratégia de marketing- encontrada pelas empresas para garantirem as vendas e firmarem certo tipo de parceria com os profissionais. O problema principal é que essa prática tem levado muitos profissionais a reduzir o valor ou, até mesmo, deixar de cobrar pelo projeto, e compensar a perda com o recebimento das comissões.
Este assunto tem gerado discussão e controvérsias. No meio profissional, há quem concorde com essa prática alegando, por exemplo, que o recebimento da RT justifica-se pelo reconhecimento de que os profissionais de design de interiores são vendedores externos da empresa ou marca. Há também os que justificam a prática como forma de compensação pelo acompanhamento dos clientes às lojas, ou seja, substituiriam a hora técnica.
No entanto, os que são contrários à prática alegam prejuízos para a profissão. Além do descompromisso ético com o mercado, com colegas profissionais e, em especial, com os clientes, o baixo (ou até nulo) valor cobrado pelos projetos desvaloriza a profissão. Sustentam, ainda, que, muitas vezes, o cliente não é informado sobre a RT, e esta não consta nos contratos firmados para a prestação de serviços.
Em relação ao texto e considerando a ética profissional do designer de interiores, avalie as afirmações a seguir.
I. Na etapa de especificação, a qualidade pode ficar comprometida e tornar-se tendenciosa, uma vez que a possibilidade do recebimento da comissão interfere na indicação do fornecedor e no orçamento.
II. O esclarecimento ao cliente a respeito do recebimento das RTs garante que não seja suscitado qualquer problema ético em relação ao fato do profissional reduzir ou não cobrar pelo projeto ou pela consultoria.
III. É comum que o cliente sinta-se enganado ao descobrir que poderia ter pago valor menor por mercadoria adquirida exclusivamente por indicação do designer contratado, e ele pode passar a acreditar que esta é uma prática comum a todos os profissionais, o que prejudica, portanto, a classe profissional.
IV. O valor menor cobrado pelo projeto não leva à desvalorização da profissão ou do trabalho; e, ao contrário, esta prática ajuda os novos profissionais a ingressar e estabelecer-se em um mercado competitivo, promovendo a sua oxigenação.
A postura ética sobre as RTs e os possíveis resultados dessa prática nas relações de mercado estão adequadamente expressos apenas em
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