Questão #11253112015

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Considerando a relação entre os três textos, no que se refere à consciência crítica a respeito da transcendência, avalie as afirmações a seguir.

I. A fórmula tradicional zen-budista coincide com a proposição tillichiana de que a positivação acrítica dos conteúdos doutrinários, sem a consideração de sua condição mítico-simbólica, constituiria idolatria: o Buda encontrado corresponderia, portanto, à doutrina teológica tratada como não simbólica.

II. Nos termos da declaração de Edgar Morin, seria possível dizer que aquele que reconhece que o conteúdo da fé possui caráter simbólico, logo, histórico-cultural, já compreendeu o estatuto epistemológico dos conteúdos teológicos e, nesse sentido, deu um passo moriniano na direção de uma nova relação com seu(s) Deus(es).

III. Matar o Buda não significa apostatar da fé em Buda. Pelo contrário, significa preservar o Buda da contaminação idolátrica. Nesse sentido, o Buda está sempre além. Nunca é posse positiva da fé, mas sempre anseio psicológico daquele que nele é crente. O modelo constitui um adequado exemplo da proposta de Morin.

IV. A nova relação do crente com seu(s) Deus(es) consiste no reconhecimento de que, em termos antropológicos, a fé desdobra-se sobre conteúdo mítico, que, se não se pode dele fugir, se pode tratar como o que é. Nesse sentido, o crente não abriria mão da fé, mas da sua relação acrítica com seus conteúdos.

V. As declarações são irreconciliáveis, porque, dada a discrepância de pressupostos, o pensamento crítico de um neoateu não encontra condições epistemológicas para diálogo com teólogos e tradições teológicas, de sorte que uma nova relação com seu(s) Deus(es) constituiria, no fundo, uma proposta de neo-apostasia.

É correto apenas o que se afirma em