Medicina
Um jovem de dezoito anos de idade, previamente hígido
e com histórico de uso eventual de álcool e tabaco, procurou a
emergência de um hospital com dispneia intensa. Apresentava um
quadro clínico de tosse não produtiva, mialgia, indisposição e febre
(até 38,8 ºC) havia cinco dias. Ele relatou que um dia antes do
início dos sintomas havia saído com os amigos, ingerido bebida
alcoólica abusivamente e que também havia fumado. Informou que
nenhum de seus colegas adoecera. O paciente negou doenças
prévias ou viagens recentes. O exame físico revelou pressão arterial
de 114 mmHg × 76 mmHg; frequência cardíaca de 108 bpm; e
frequência respiratória de 32 irpm. A ausculta cardíaca revelou
ritmo cardíaco regular em dois tempos com bulhas normofonéticas
e sem sopros, e a ausculta pulmonar revelou estertores em bases.
O restante do exame físico foi normal. A radiografia de tórax
mostrou infiltrado pulmonar difuso. O eletrocardiograma, o
hemograma, os exames toxicológicos, sorológicos, as enzimas
cardíacas e os demais exames bioquímicos não indicaram
anormalidades. O paciente evoluiu para insuficiência respiratória e
precisou de ventilação mecânica. Diante disso, foi realizado o
lavado broncoalveolar que evidenciou eosinofilia de 55% e
neutrofilia de 15% na contagem diferencial, e resultados negativos
para Gram, pesquisa de BAAR e presença de fungos.
Considerando esse caso clínico, julgue os itens que se seguem.
Independentemente de tratamento adequado, o prognóstico é reservado, com taxa de mortalidade intra-hospitalar superior a 30% em casos semelhantes ao do referido paciente.
Uma questão respondida. E as próximas?
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