História
Nas revoltas e guerras, um dos sons mais significativos,
pela carga de dor que traz e pelos desdobramentos político-sociais
que produz, é o dos tiros. A década de 30 do século XX começou
com um dos eventos mais decisivos da história do Brasil, não
importando se sua designação consagrada — Revolução de 1930 —
tenha suscitado muitos debates na área acadêmica sobre seu real ou
autêntico caráter revolucionário, como movimento de
transformação das estruturas socioeconômicas do país. Entre esses
dramáticos sons de abertura e desfecho, ainda houve uma guerra
civil (a Revolução Constitucionalista de 1932). Além disso, esse foi
o momento em que eclodiu a Segunda Guerra Mundial, cujos
impactos na vida política e econômica brasileira foram grandes.
Angela de Castro Gomes. As marcas do período. In: Lilia
Moritz Schwarcz (Dir.). História do Brasil nação: 1808-2010.
Vol. 4 (Olhando para dentro: 1930-1964). Madri: Fundación
Mapfre; Rio de Janeiro: Objetiva, 2013, p. 24 (com adaptações).
Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue (C ou E)
os itens subsequentes, considerando o contexto histórico brasileiro
a partir da última década da Primeira República.
Os levantes armados de 1922 (Rio de Janeiro) e 1924 (São Paulo), e a própria Coluna Miguel Costa-Luís Carlos Prestes (1925-1927), em larga medida símbolos do movimento tenentista, ao receberem ponderável apoio popular, atestavam a fragilidade de um regime republicano que, malgrado ter-se afastado gradativamente da subordinação aos interesses oligárquicos, mostrou-se cada vez mais incapaz de assegurar a estabilidade política indispensável a sua manutenção.
Uma questão respondida. E as próximas?
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