Questão #105443
Português — Português em Geral
1 As estrelas tremem no ar frio, no céu frio...
e no ar frio pinga, levíssima, a orvalhada.
Nem mais um ruído corta o silêncio da estrada,
4 senão na ribanceira um vago murmúrio.
Tudo dorme. Eu, no entanto, olho o espaço sombrio,
pensando em ti, ó doce imagem adorada!
7 As estrelas tremem no ar frio, no céu frio,
e no ar frio pingam as gotas da orvalhada...
E enquanto penso em ti, no meu sonho erradio,
10 sentindo a dor atroz desta ânsia incontentada,
– fora, aos beijos glaciais e cruéis da geada,
tremem as flores e foge, ondeando, o rio,
13 e as estrelas tremem no ar frio, no céu frio...
Manuel Bandeira. Madrugada.
No poema, os enunciados
I - “no ar frio” (v.1),
II - “no céu frio” (v.1),
III - “na ribanceira” (v.4) e
IV - “no meu sonho erradio” (v.9)
denotam, respectivamente, circunstâncias de:
e no ar frio pinga, levíssima, a orvalhada.
Nem mais um ruído corta o silêncio da estrada,
4 senão na ribanceira um vago murmúrio.
Tudo dorme. Eu, no entanto, olho o espaço sombrio,
pensando em ti, ó doce imagem adorada!
7 As estrelas tremem no ar frio, no céu frio,
e no ar frio pingam as gotas da orvalhada...
E enquanto penso em ti, no meu sonho erradio,
10 sentindo a dor atroz desta ânsia incontentada,
– fora, aos beijos glaciais e cruéis da geada,
tremem as flores e foge, ondeando, o rio,
13 e as estrelas tremem no ar frio, no céu frio...
Manuel Bandeira. Madrugada.
No poema, os enunciados
I - “no ar frio” (v.1),
II - “no céu frio” (v.1),
III - “na ribanceira” (v.4) e
IV - “no meu sonho erradio” (v.9)
denotam, respectivamente, circunstâncias de:
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